Para melhorar a qualidade de vida dos portadores da visão subnormal, uma série de cuidados podem ser tomados, sejam com relação a auxílios ópticos e não ópticos, fazendo adaptações no cotidiano, que possam garantir a independência da pessoa. Acompanhe as dicas.

A visão subnormal, também chamada de baixa visão, é um comprometimento significativo da função visual, que impossibilita enxergar mesmo para realizar afazeres cotidianos. Sua principal característica é a impossibilidade de reverter à perda da visão.

O problema não pode ser corrigido com uso de óculos convencionais, lentes de contato e nem mesmo com intervenção cirúrgica. Ela não deve ser confundida com a cegueira, que é diagnosticada quando a pessoa não apresenta nenhum grau de visão. Considera-se com visão subnormal a pessoa que apresenta 20% ou menos da chamada visão normal, no melhor olho, e já com uso de óculos ou lentes, ou depois de cirurgias corretivas.

Além da falta de nitidez, o problema pode ser acompanhado de uma alteração do campo visual, quando a pessoa começa a enxergar como se estivesse vendo por dentro de um tubo (ausência ou diminuição da visão periférica), ou com uma mancha escura na parte central da visão quando a pessoa tenta fixá-la em um objeto (ausência ou diminuição da visão central).

Apesar de ser mais frequente em idosos, a visão subnormal pode atingir pessoas de todas as idades. As causas mais comuns em crianças são congênitas, sendo que a prematuridade também pode gerar deficiência visual e desencadear visão subnormal. Em adultos, a baixa visão pode ser causada por doenças como diabetes, descolamento de retina, glaucoma, catarata, traumas oculares, retinopatia diabética e a degeneração macular relacionada à idade (principal causa em idosos).
Entre os sintomas comuns estão: dificuldade de reconhecer rostos conhecidos, de ler, e de identificar superfícies irregulares.

Qualidade de Vida
Para melhorar a qualidade de vida dos portadores da visão subnormal, uma série de cuidados podem ser tomados, sejam com relação a auxílios ópticos e não ópticos, fazendo adaptações no cotidiano, que possam garantir a independência da pessoa. Acompanhe as dicas:

* auxílios ópticos – para facilitar a visualização do que está perto (lentes e lupas), e do que está longe (telelupas ou de telescópios);
* auxílios não ópticos – visam dar aos objetos as características necessárias para facilitar a sua visualização: aumentar a letra dos textos, iluminação do ambiente e o contraste dos objetos, entre outras coisas;
* a iluminação é muito importante. Direcione o flash de luz para o objeto que vai ser observado, usando lentes que controlem o brilho e protegendo os olhos da luz direta;
*cores contrastantes aumentam a visualização e segurança;
* as paredes devem ter cores claras, pois as escuras causam cansaço visual;
* remover mesinha de centro e objetos nos quais possa tropeçar. Elimine tapetes que deslizam;
* mantenha a mobília sempre no mesmo lugar;
* deixe as portas ou abertas ou fechadas. Portas entreabertas podem causar acidentes para pessoas com baixa visão;
* nas escadas, coloque fita de segurança ou tintas contrastantes;
* marque bordas das bancadas de cozinha com fitas contrastantes;
* marque a posição desligada nos controles de fogão e forno;
* marque potes de alimentos e condimentos;
* use pratos, xícaras e copos em cores contrastantes com os alimentos e movimente o garfo para o centro do prato, e peça para alguém descrever aposição dos alimentos.

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